EDETEC na revista Exame

  • Edetec

http://exame.abril.com.br/pme/startups/noticias/15-jovens-por-tras-de-negocios-promissores?p=8

Três jovens empreendedores - Carlos de Oliveira Lopes Junior (28 anos), Viviane Dias Medeiros Silva(32 anos) e Wendel de Oliveira Afonso (30 anos) – estão por trás da EDETEC – Indústria Alimentícia, uma empresa nascida do meio universitário e focada em tecnologia para a área de alimentação. Entre outros projetos, a startup, que ainda está incubada na Habitat, braço da Fundação Biominas, desenvolve pesquisas para permitir o aproveitamento de resíduos, como soro de leite, no desenvolvimento de alimentos. A empresa já recebeu investimento do fundo Criatec e está em busca de um segundo investidor estratégico para abrir uma fábrica.

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Congresso empresarial de Inovação

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Semana Global do Empreendedorismo

Como intuito de despertar a atitude empreendedora nas pessoas este ano a Semana Global do Empreendedorismo acontecerá simultaneamente em 90 países.

O evento acontecerá entre os dias 16 e 22 de novembro de 2010 com diversos eventos em todo o país.

Confira pelo endereço abaixo as ações agendadas para sua cidade:

http://www.semanaglobal.org.br/agendaDaSemana.aspx

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A proposta… Tranformar pesquisas e tecnologias em negócios!

O presente espaço foi construído com objetivo de avaliar e discutir o processo de criação e desenvolvimento de Empresas de Base Tecnológica no Brasil. Estudos teóricos do processo de criação de Spin-offs acadêmicos e experiências reais de empreendimentos nascidos nas universidades sustentam a estrutura discursiva e abrem a pauta a todos os interessados pelo tema.

O ambiente é um convite à transformação da capacidade de pesquisa e inovação brasileira em grandes negócios que impulsionem o país!

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Empreendedor – Conceitos

No mundo contemporâneo diversas são as pesquisas, teorias e propostas direcionadas ao entendimento do ator profissional denominado empreendedor e sua mecânica de trabalho, o empreendedorismo.

No trabalho intitulado Uma nova noção de empresário: a naturalização do “empreendedor” LEITE & MELO (2008) apontam que enquanto há, de um lado, uma literatura acadêmica que estuda o empreendedorismo como um tipo de ação econômica e o empreendedor como um ator social a quem corresponde um tipo de prática ligada à liderança e à inovação, há também, de outro, uma literatura não acadêmica que faz do empreendedorismo um conjunto de princípios ideais de bom comportamento e que, a partir desse conjunto, estabelece prescrições normativas para aqueles que desejam tornar-se empreendedores.

Para estes autores, o empreendedorismo pode, sob um determinado ponto de vista, pode ser entendido como uma ideologia do capitalismo atual que surge para garantir a adesão e a legitimidade a atividades antes não valorizadas. Assim, por meio de conselhos e da divulgação dos casos exemplares de sucesso (assim como foi com o protestantismo, no início do capitalismo), formam-se sujeitos com disposição para atuar economicamente e de forma reconhecida como boa e justa.

SCHMIDT & BOHNENBERGER (2009) em seu trabalho propõem um modelo de medição para o perfil e a intenção empreendedora de indivíduos baseados nos crescentes esforços dos governos e instituições de ensino no intuito de promover o comportamento empreendedor. Segundo os autores, uma das formas de trazer maior relevância para esta discussão é propor um método para associar o perfil empreendedor ao desempenho organizacional. Assim, poderiam ser verificadas, por exemplo, quais características empreendedoras promovem de modo mais efetivo o desempenho de uma organização.

Desta forma, a partir de uma revisão da literatura sobre o assunto e conceitos construídos com a participação de especialistas na área, estes autores propõem algumas características essenciais na identificação do Perfil Empreendedor apresentadas no quadro abaixo:

CARACTERÍSTICA DESCRIÇÃO
Auto-eficaz “É a estimativa cognitiva que uma  pessoa  tem  das  suas  capacidades  de  mobilizar motivação, recursos cognitivos e cursos de ação necessários para exercitar controle sob eventos na sua vida” (Chen, Greene, & Crick, 1998, p. 296).  “Em quase todas as definições de  empreendedorismo, há  um  consenso  de  uma espécie de comportamento que inclui: (1) tomar iniciativa; (2) organizar reorganizar mecanismos sociais e econômicos, a  fim de transformar recursos e situações para proveito prático; (3) aceitar o risco ou o fracasso” (Hisrich & Peters, 2004, p. 29).
Assume riscos calculados Pessoa que, diante de um projeto pessoal, relaciona e analisa as variáveis que podem influenciar o seu resultado, decidindo, a partir disso, a continuidade do projeto (Carland et al., 1988; Drucker, 1986; Hisrich & Peters, 2004).“Indivíduos que precisam contar com a  certeza  é  de  todo  impossível  que  sejam  bons empreendedores” (Drucker, 1986, p. 33).“O passaporte das empresas para o ano 2000 será a capacidade empreendedora, isto é, a capacidade de inovar, de tomar riscos inteligentemente, agir com rapidez e eficiência para se adaptar às contínuas mudanças do ambiente econômico” (Kaufman, 1991, p. 3).
Planejador Pessoa que se prepara para o futuro (Filion, 2000; Kaufman, 1991; Souza et al., 2004).“Os empreendedores não apenas definem situações, mas também imaginam visões sobre o que desejam alcançar. Sua tarefa principal  parece  ser  a  de  imaginar  e  definir  o  que querem fazer e, quase sempre, como irão fazê-lo” (Filion, 2000, p. 3).“O empreendedor é aquele que faz as coisas acontecerem, se antecipa aos fatos e tem uma visão futura da organização” (Dornelas, 2001, p. 15).
Detecta oportunidades “é a habilidade de capturar, reconhecer e fazer uso efetivo de informações abstratas, implícitas e em constante mudança” (Markman & Baron, 2003, p. 289).“que tem capacidade de identificar, explorar e capturar o valor das oportunidades de negócio” (Birley & Muzyka, 2001, p. 22).“A predisposição para identificar oportunidades é fundamental  para  quem  deseja  ser empreendedor e consiste em aproveitar  todo  e qualquer ensejo para observar negócios” (Degen, 1989, p. 19).
Persistente “capacidade de trabalhar de forma intensiva, sujeitando-se até a privações sociais, em projetos de retorno incerto” (Markman & Baron, 2003, p. 290).“Desenvolver o perfil empreendedor é capacitar o aluno para que crie, conduza e implemente o processo de elaborar novos planos de vida. … A  formação empreendedora baseia-se  no  desenvolvimento  do  autoconhecimento,  com  ênfase  na  perseverança,  na imaginação,  na  criatividade,  associadas  à  inovação”  (Souza,  Souza,  Assis,  &  Zerbini, 2004, p. 4).
Sociável Envolve o grau de utilização da rede social para suporte à atividade profissional (Hisrich & Peters, 2004; Longenecker et al., 1997; Markman & Baron, 2003).“Os empreendedores… fornecem empregos, introduzem inovações e estimulam o crescimento econômico. Já não os vemos como provedores de mercadorias e autopeças nada interessantes. Em vez disso, eles são vistos como “energizadores” que assumem riscos necessários  em  uma  economia  em  crescimento,  produtiva”  (Longenecker,  Moore,  & Petty, 1997, p. 3).
Inovador Pessoa que relaciona idéias, fatos, necessidades e demandas de mercado de forma criativa (Birley & Muzyka, 2001; Carland et al., 1988; Degen, 1989; Filion, 2000).Carland, Hoy e Carland (1988) concluem que o empreendedorismo é principalmente função de quatro elementos: traços de personalidade (necessidade de realização e criatividade), propensão à inovação, risco e postura estratégica.
Líder Pessoa que, a partir de um objetivo próprio, influencia outras pessoas a adotarem voluntariamente esse objetivo (Filion, 2000; Hisrich & Peters, 2004; Longenecker et al., 1997).“Uma vez que os empreendedores reconhecem a importância do seu contato face a face com outras pessoas, eles rapidamente  e  vigorosamente  procuram  agir  para  isso” (Markman & Baron, 2003, p. 114).

Adaptado de SCHMIDT & BOHNENBERGER (2009).

O desafio do empreendedor é transformar idéias em negócios.

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Empreendedorismo por Peter Drucker

O austríaco Peter Drucker (1970), um dos mais respeitados pensadores da Teoria da Administração, entende que o empreendedorismo relaciona-se diretamente com a capacidade de assumir riscos.

Peter Drucker(1970) “Entrepreneurship in Business Enterprise”, Journal of Business Policy, vol 1, 1970.

O papa da adminstração moderna

Peter Drucker (1909 -2005)

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Empreendedorismo e inovação por Schumpeter

Segundo o pensador Joseph Schumpeter (1950) empreendedor é a pessoa capaz converter uma nova idéia ou invenção em uma inovação de sucesso.

LEITE & MELO (2008) apresentam Schumpeter (1982) como o principal teórico clássico do empreendedorismo. Ele retoma o termo empreendedor, associando-o à inovação para explicar o desenvolvimento econômico. Para Schumpeter, o desenvolvimento econômico inicia-se a partir de inovações, ou seja, por meio da introdução de novos recursos ou pela combinação diferenciada dos recursos produtivos já existentes. Em sua teoria do desenvolvimento, o autor distingue o “capitalista” do entrepreneur (traduzido como empresário): “Mas, qualquer que seja o tipo, alguém só é um empreendedor quando efetivamente levar a cabo novas combinações, e perde esse caráter assim que tiver montado o seu negócio, quando dedicar-se a dirigi-lo, como outras pessoas dirigem seus negócios” (SCHUMPETER, 1982, p. 56).

Schumpeter  denomina “ato empreendedor” o processo de  introdução de uma inovação no sistema econômico pelo “empresário empreendedor”, visando a obtenção de lucro. A teoria do ciclo econômico desenvolvida por este pensador é fundamental para a ciência econômica contemporânea e ainda amplamente estudada. A razão, segundo o autor, para que a economia saia de um estado de equilíbrio e entre em um processo de expansão é o surgimento de alguma inovação que altere consideravelmente as condições prévias de equilíbrio.

Alguns exemplos de inovações que alteram o estado de equilíbrio são:

  • A introdução de um novo bem no mercado tal como a descoberta de um novo método de produção ou de comercialização de mercadorias;
  • A descoberta de novas fontes de matérias-primas,
  • A alteração da estrutura de mercado vigente como a quebra de monopólios.
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